Candidíase: O que é, causas, sintomas e tratamentos

mulher com flores que simulam o prurido da cncidíase

A candidíase é uma infecção fúngica comum, causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, geralmente a Candida albicans, que vive naturalmente no corpo humano. A candidíase pode afetar várias partes do corpo, incluindo a boca, a pele, o trato gastrointestinal e, mais comumente, a região genital, sendo que nas mulheres, é frequentemente referida como candidíase vaginal ou vulvovaginal.

Quem é a médica que trata candidíase?

A ginecologista é a médica especialista em diagnosticar, acompanhar e tratar a candidíase vaginal e vulvar.

A Dra Monique Valois é especialista em saúde feminina – ginecologista e mastologista em São Paulo, realizou sua residência médica em ginecologia e obstetrícia e especialização em mastologia no Hospital Pérola Byington, Centro de Referência à Saúde da Mulher no estado de São Paulo. 

Se você deseja ter a sua saúde acompanhada por uma profissional qualificada, atualizada e comprometida com o seu bem-estar, continue lendo para conhecer melhor a dra Monique. 

Depoimentos reais de pacientes que já consultaram com a dra Monique:

A cancidíase é bastante recorrente, afetando cerca de 75% das mulheres ao longo da vida, sendo que muitas delas terão mais de um episódio. Além disso, a candidíase pode ocorrer em homens, causando sintomas desagradáveis, embora seja menos comum.

Causas da candidíase

A candidíase ocorre quando há um desequilíbrio no sistema imunológico ou quando as condições no corpo favorecem o crescimento excessivo da Candida. Algumas das causas mais comuns incluem:

  • Uso de antibióticos: Os antibióticos podem eliminar as bactérias benéficas que mantêm o crescimento da Candida sob controle, criando um ambiente favorável para a proliferação do fungo.
  • Alterações hormonais: O uso de anticoncepcionais, a gravidez e a menopausa podem causar mudanças hormonais que alteram o equilíbrio do pH vaginal, facilitando o desenvolvimento da infecção.
  • Sistema imunológico enfraquecido: Pessoas com sistema imunológico comprometido, como aquelas com HIV, diabetes descontrolado ou em tratamento de câncer, estão mais suscetíveis a infecções fúngicas.
  • Roupas apertadas e calor: O uso de roupas justas ou tecidos sintéticos pode aumentar a umidade na região íntima, favorecendo o crescimento da Candida.
  • Hábitos alimentares inadequados: Uma dieta rica em açúcar e carboidratos refinados pode aumentar os níveis de glicose no sangue e alterar o ambiente vaginal, facilitando a infecção.

Sintomas da candidíase

Os sintomas variam dependendo da área afetada, mas quando falamos de candidíase vaginal, os sinais mais comuns incluem:

  • Coceira intensa na região genital;
  • Corrimento vaginal branco e espesso, semelhante à textura de queijo cottage;
  • Vermelhidão e inchaço da vulva;
  • Dor ou ardência ao urinar ou durante as relações sexuais;
  • Sensação de queimação constante.

Esses sintomas podem causar muito desconforto e, embora a candidíase não seja considerada uma doença grave, sua recorrência pode afetar significativamente a qualidade de vida da paciente.

Diagnóstico de candidíase

O diagnóstico da candidíase geralmente é clínico, feito através de uma avaliação dos sintomas e do exame físico. No entanto, apenas o exame físico pode não ser muito específico para esse diagnóstico e no consultório, durante a consulta médica, a doutora também realiza a miscroscopia de conteúdo vaginal.

O que é a Microscopia vaginal?

A microscopia vaginal é um exame que analisa diretamente a secreção da vagina ao microscópio. Ela pode ser feita de duas formas:

🔬 Microscopia Direta (a Fresco)

Realizada no próprio consultório médico, durante a consulta. A secreção é colocada em uma lâmina e observada imediatamente, sem necessidade de envio ao laboratório. Permite visualizar microrganismos vivos, como fungos e protozoários, além de avaliar a flora vaginal.

🧪 Microscopia de Gram (Coloração de Gram)

É um exame laboratorial que utiliza uma técnica de coloração para classificar as bactérias da secreção vaginal em Gram-positivas e Gram-negativas. Também avalia a presença de células inflamatórias e o equilíbrio da flora vaginal.

Por que esses exames são tão importantes em casos de Corrimentos de Repetição?

Quando o corrimento volta com frequência, o tratamento baseado apenas nos sintomas pode falhar. A microscopia vaginal permite um diagnóstico mais específico e individualizado, evitando o uso repetido de medicamentos que não resolvem o problema.

Além disso, com a possibilidade da realização de exames após o tratamento para controle de cura adequada, há a possibilidade de verificar se foi realizado o tratamento correto e, em casos refratários, nortear a mudança de tratamento para a cura quadro.

Esses exames ajudam a identificar:

  • A presença de fungos (Cândida)
  • Protozoários (Trichomonas vaginalis)
  • Bactérias associadas à vaginose bacteriana
  • O estado da flora vaginal (lactobacilos vs. bactérias nocivas)
  • Inflamações ou atrofia vaginal, comuns na menopausa

Como a microscopia vaginal é realizada?

✅ Microscopia Direta (a Fresco)

  • É realizada coleta de conteúdo vaginal durante o exame ginecológico, através de um swab ou cotonete.
  • Uma pequena amostra da secreção vaginal é colocada numa lâmina com soro fisiológico.
  • Observa-se ao microscópio a presença de microrganismos, células e características da flora.

✅ Microscopia de Gram

  • A coleta também é feita durante o exame ginecológico.
  • A amostra é corada com reagentes específicos.
  • O resultado fornece uma análise mais detalhada das bactérias presentes, bem como elementos como lactobacilos e elementos fúngicos.

Juntas, essas técnicas aumentam muito a precisão do diagnóstico, principalmente quando os sintomas são persistentes ou recorrentes.

Cuidados antes da microscopia vaginal

Para garantir a fidelidade dos resultados, é importante seguir algumas orientações:

  • Não ter relações sexuais nas 24 a 48 horas antes do exame.
  • Evitar uso de duchas, cremes ou óvulos vaginais no período anterior à coleta.
  • Não realizar o exame durante a menstruação.
  • Informar o médico sobre uso recente de antibióticos ou antifúngicos.

O que pode ser diagnosticado com a Microscopia Vaginal?

✅ Candidíase Vaginal

Detectada pela presença de hifas ou esporos fúngicos. Causa coceira intensa, ardência e corrimento branco espesso.

✅ Vaginose Bacteriana

Associada à redução de lactobacilos e aumento de bactérias anaeróbias. Provoca corrimento acinzentado com cheiro forte e desagradável.

✅ Tricomoníase

Identificada pela presença do protozoário Trichomonas vaginalis, geralmente associado a corrimento amarelo-esverdeado e espumoso.

✅ Desequilíbrio da Flora Vaginal

Mesmo sem infecção ativa, a ausência de lactobacilos ou presença de flora mista pode causar corrimento crônico ou recidivante.

✅ Inflamações ou Vaginite Atrófica

Principalmente em mulheres na menopausa, a microscopia identifica células alteradas e sinais de inflamação ou atrofia.

Microscopia Vaginal: Um exame simples que pode transformar seu tratamento

Se você já tentou diversos tratamentos e o corrimento continua voltando, é hora de investigar com mais profundidade. A microscopia vaginal é uma ferramenta essencial que ajuda o médico a identificar a real causa do problema e indicar o melhor caminho para o tratamento.

Além disso, ao evitar diagnósticos errados, ela previne o uso desnecessário de medicamentos, reduz os sintomas e melhora a qualidade de vida íntima da mulher.

Agende sua consulta e faça o diagnóstico correto

Em nosso consultório, unimos tecnologia, atenção individualizada e experiência para oferecer um diagnóstico preciso através da microscopia de conteúdo vaginal e da coloração de Gram. Se você sofre com corrimentos vaginais de repetição, não adie mais o cuidado com a sua saúde íntima.

Tratamento tradicional

O tratamento tradicional para candidíase envolve o uso de medicamentos antifúngicos, que podem ser administrados de diferentes maneiras:

  • Cremes antifúngicos tópicos: Aplicados diretamente na área afetada, são eficazes em aliviar os sintomas de forma rápida.
  • Comprimidos antifúngicos orais: São indicados para infecções mais persistentes ou recorrentes.
  • Óvulos vaginais antifúngicos: Medicamentos inseridos na vagina, que atuam diretamente no foco da infecção.

Os tratamentos costumam ser eficazes, mas muitas mulheres experimentam episódios recorrentes de candidíase, especialmente quando há fatores de risco que não são adequadamente tratados.

Candidíase de repetição

A candidíase recorrente é definida como quatro ou mais episódios de infecção em um período de 12 meses. As causas da candidíase recorrente podem incluir:

  • Desequilíbrio hormonal;
  • Uso constante de antibióticos;
  • Problemas imunológicos subjacentes;
  • Diabetes não controlado;
  • Hábitos alimentares inadequados.
  • Hábitos de higiene inadequados.

O tratamento da candidíase recorrente pode ser mais desafiador e geralmente envolve o uso prolongado de antifúngicos, seja por via oral ou tópica, e mudanças no estilo de vida.

dra Monique com o aparelho que realiza laser íntimo

Inovações terapêuticas: Laser íntimo e vacina para candidíase recorrente

Além dos tratamentos tradicionais, novas abordagens estão sendo exploradas para o tratamento da candidíase de repetição, incluindo o uso de laser íntimo e a vacina Imunovitta. Esses tratamentos têm ganhado destaque por suas promessas de resultados eficazes e duradouros.

Laser íntimo

O uso do laser íntimo para o tratamento de condições ginecológicas, incluindo a candidíase de repetição, tem se tornado uma alternativa interessante. O tratamento com laser é realizado com um equipamento específico, que emite um feixe de luz de baixa intensidade, estimulando a regeneração celular e promovendo o fortalecimento da mucosa vaginal. Esse processo pode ajudar a melhorar a resposta imunológica local, proporcionando alívio e prevenindo novas infecções fúngicas.

O laser íntimo age na mucosa vaginal, regenerando as células e promovendo o equilíbrio da flora vaginal, o que é essencial para reduzir a proliferação da Candida. Além disso, o procedimento é não invasivo e geralmente bem tolerado pelas pacientes, com resultados que podem ser visíveis após algumas sessões. A terapia com laser também pode ser uma opção para mulheres que enfrentam resistência ao tratamento convencional com antifúngicos.

Vacina Imunovitta: Uma nova alternativa para a Candidíase recorrente

Uma das grandes inovações no tratamento da candidíase de repetição é a vacina Imunovitta, desenvolvida para fortalecer o sistema imunológico e prevenir a reincidência dessa infecção.

O que é a Imunovitta?

A Imunovitta é uma vacina imunomoduladora, ou seja, ela atua reforçando o sistema imunológico do corpo para combater a Candida de forma mais eficaz. Essa abordagem é especialmente interessante para pacientes que sofrem com episódios frequentes de candidíase, proporcionando uma alternativa à dependência constante de antifúngicos.

Como a Imunovitta Funciona?

A vacina estimula o sistema imunológico, ensinando o corpo a reconhecer e responder de forma mais eficiente à presença do fungo Candida, prevenindo novos surtos. Ela não apenas reduz a frequência de infecções, como também pode diminuir a intensidade dos sintomas quando a candidíase ocorre.

Benefícios da Imunovitta:

  • Prevenção de infecções recorrentes: A vacina reduz significativamente a taxa de candidíase de repetição, proporcionando mais qualidade de vida para as pacientes.
  • Redução do uso de antifúngicos: Com menos episódios de infecção, as pacientes reduzem a dependência de medicamentos antifúngicos, evitando efeitos colaterais e resistência aos medicamentos.
  • Fortalecimento do sistema imunológico: Além de atuar contra a candidíase, a Imunovitta ajuda a melhorar a resposta imunológica do corpo como um todo.

Quem pode usar a Imunovitta?

A vacina é indicada principalmente para mulheres que sofrem com candidíase de repetição, mas pode ser usada por qualquer pessoa que deseje fortalecer o sistema imunológico contra o fungo Candida. No entanto, o uso da vacina deve ser indicado e acompanhado por um médico especializado.

Prevenção da candidíase

Além do uso da vacina Imunovitta, há medidas que podem ajudar a prevenir a candidíase, especialmente em casos recorrentes:

  • Manter a região íntima seca e arejada: Evitar o uso de roupas apertadas e preferir tecidos de algodão.
  • Boa higiene íntima: Lavar a região íntima com água e produtos adequados, sem exagerar, para não desequilibrar a flora vaginal.
  • Evitar duchas vaginais: As duchas podem alterar o pH vaginal, facilitando o crescimento da Candida.
  • Reduzir o consumo de açúcar: O açúcar pode alimentar o crescimento de fungos, então uma dieta equilibrada é fundamental.
  • Controlar o uso de antibióticos: Sempre utilizar antibióticos apenas quando prescritos por um médico.

A candidíase é uma infecção comum, mas que pode ser tratada e controlada de forma eficaz. Para pacientes que sofrem com episódios recorrentes, a vacina Imunovitta oferece uma solução inovadora, permitindo que o sistema imunológico combata a Candida de forma mais eficiente, reduzindo a frequência de infecções e proporcionando alívio de longo prazo.

Se você tem dúvidas sobre o tratamento da candidíase ou está buscando uma solução para casos recorrentes, agende agora mesmo a sua consulta para saber mais sobre os benefícios da Imunovitta e outros tratamentos disponíveis.

Você também pode se interessar por:

A SECREÇÃO VAGINAL É NORMAL?

ESPECIALISTA EM SAÚDE FEMININA EM SÃO PAULO

Corrimento de Repetição: Como a Microscopia Vaginal é essencial no diagnóstico correto